domingo, 20 de maio de 2012
MUSEU DE CASTRO LABOREIRO
O Inverno numa zona da montanha. O Verão passado em quotas mais altas. Em Castro Laboreiro, Melgaço, a transumância é feita ainda hoje por perto de 40 famílias. O museu da localidade revela este modo de vida das gentes da montanha.
Sara Pelicano | segunda-feira, 5 de Abril de 2010
De pedra e telhado de palha. Assim se constroem as casas das Inverneiras, locais para passar os três meses de Inverno. Na Peneda-Gerês a vida de muitas aldeias faz-se longe do conforto que caracteriza as habitações dos centros urbanos. Condições climatéricas duras obrigam aos ciclos de transumância: de Verão, nas Brandas, onde as casas, sempre feitas da dura pedra, se situam a entre os 1100 e 1300 metros de altitude. Quando a neve começa a cair, as Brandas já não são bons locais para o gado. O Inverno chegou e é tempo para uma nova mudança. As famílias deslocam-se, montanha abaixo, para as Inverneiras.
A 15 de Dezembro, a população desce às Inverneiras, localizadas entre os 400 e os 800 metros. Aqui permanecem até 15 de Março.
«Aqui em Castro Laboreiro existem cerca de 40 famílias, num total de sete aldeias, a fazer esta transumância», conta a técnica do Museu de Castro Laboreiro, Elisabete Sousa. A responsável explica que esta região do país, no concelho de Melgaço, é das únicas onde este modo de vida permanece. «Por exemplo, na Serra da Estrela desloca-se com o gado apenas o pastor. A família permanece fixa», diz.
Entre as Brandas e as Inverneiras as diferenças de temperatura podem chegar aos seis graus. A Primavera e o Verão têm de ser passados nas Brandas, locais mais altos, devido ao calor elevado que se sente nas Inverneiras. As altas temperaturas não permitem que a água seja abundante e o pasto seca. O gado precisa de ser mudado para as Brandas e com ele segue toda a família. As cotas entre os 900 e 1000 metros são locais fixos, mais virados para os serviços e não tanto para a pastorícia.
Museu revela modo de vida local
O Museu da Castro Laboreiro é gerido pela Câmara Municipal de Melgaço e existe desde 2003. O espaço museológico ocupa o edifício de uma antiga fábrica de chocolate. O objectivo é dar a conhecer o modo de vida das gentes do concelho.
Maquetas mostram o relevo do território, dando uma imagem dos locais das Inverneiras e das Brandas. Há ainda um espaço alusivo à fábrica de chocolate que ali funcionou. Neste canto do museu expõem-se uma torradeira do cacau e um forno. No mesmo espaço estão recortes do jornal «A Neve», propriedade do dono da fábrica.
O traje de Castro Laboreiro está também guardado no museu. A nossa anfitriã explica: «o traje sempre foi preto porque, na montanha, a cor era sinónimo de responsabilidade. As miúdas casavam de preto, levando colorido apenas um lenço de seda amarelo. Quando, os senhores imigravam, elas continuavam de preto. Se ficavam viúvas, de preto continuavam toda a vida».
As raparigas novas, sem estarem na idade de casar, vestiam em tons escuros como verde e, vermelho cor de vinho.
Forno comunitário ainda coze pão
«Castro Laboreiro tem 40 aldeias, tem 40 fornos comunitários». Os fornos ainda hoje são utilizados por algumas famílias e tem um funcionamento organizado. «Se hoje quero cozer o pão, então vou buscar a chave à ultima pessoa que cozeu e assim sucessivamente. A única responsabilidade é deixarem o forno limpo como o encontraram», diz. Cada forno leva à volta de 20 pães e as famílias fazem-no em grandes quantidades para durar pelo menos um mês.
Casa de mulheres
A casa contígua ao Museu era habitada só por mulheres, por isso tem uma só habitação. Quando havia homens, então fazia-se uma divisão. «A casa foi reconstruída como era antigamente. No rés-do-chão estavam os animais que aqueciam com o seu corpo a estrutura. O resto do aquecimento ficava por conta da lareira».
No chão e na parede mostram-se utensílios do trabalho agrícola como ancinhos, foices, a batedeira de colmo, utilizada para bater a palha até que estivesse bem unida e pronta para fazer o telhado das casas, a férrea, utensílio para tirar o pão do forno e as forquilhas.
No primeiro andar era a casa de habitação. Aqui está a cama que no local do estrado, tem cordas, o baú para guardar as mantas, a lareira, a almofada e o colchão de palha, entre outros bens comuns em tempos remotos.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
MUSEUS DE PORTUGAL
Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real
O centro olárico de Vila Real
A loiça preta que ainda hoje se produz em Bisalhães, lugar da freguesia de Mondrões, em Vila Real, teve a sua origem há muitos séculos, quando as oficinas de oleiros se estendiam por várias localidades - Parada de Cunhos, Lordelo, Vila Marim - constituindo-se um centro produtor de loiça preta de considerável importância.
Comer em loiça de barro de Bisalhães
Hoje, e desde há uma vintena de anos, a olaria de Bisalhães mantém-se na mão de velhos oleiros. Não se vê gente nova a querer dedicar-se à arte. É certo que novos horizontes se abrem para que o barro continue a ser usado na criação de peças, mas o caminho parece passar pela realização de figurado, procurando-se deste modo novos clientes para novos usos. Se todos continuarem a usar nas cozinhas, em forno a gás, eléctrico ou em micro- ondas, as vasilhas destes oleiros, seguramente se contribui para manter uma arte ancestral.
MUSEUS DE PORTUGAL
Museu da Terra de Miranda
O Museu da Terra de Miranda é um museu localizado na cidade de Miranda do Douro, Trás-os-Montes, Portugal.
O museu está instalado no edifício seiscentista da antiga Câmara municipal, é sobre a tutela do Instituto dos Museus e da Conservação. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Historia /
O Museu da Terra de Miranda foi fundado em 1982 pelo Padre António Mourinho. Está situado no centro histórico da cidade de Miranda do Douro, na Praça D. João III, na antiga Domus Municipalis, edifício monumental do século XVII que serviu de Câmara e Cadeia Municipal até à década de 1970. No seu interior está exposto um acervo museológico variado que nos transmite o que foi, e ainda hoje é, a vida rústica e a cultura dos povos da Terra de Miranda, desde os tempos pré-históricos aos nossos dias.Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Colecções e Patrimónios /
O Museu expõe colecções de carácter cultural, etnográfico e artístico desta região; recolhe uma amostra da vida dos povos da Terra de Miranda, mas toda a região é um Museu vivo, de características únicas e cultura própria, bem expressas na língua da nossa gente (o mirandês), nas danças e na música, no teatro e na religiosidade popular, na gastronomia, nas formas de economia e na maneira de ser deste povo que vive do campo e da pecuária.
O museu propõe de maneira permanente una etnografia da Terra de Miranda, colecções de trajes mirandeses e instrumentos usados na sua produção, alfaias agrícolas e máscaras. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
MUSEUS DE PORTUGAL
Museu Nacional de Soares dos Reis
O Museu Nacional Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, na freguesia de Miragaia, na cidade e Distrito do Porto, em Portugal. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
História
O chamado Museu Portuense foi criado em 1833 por Pedro IV de Portugal e instalado no edifício do Convento de Santo António da Cidade atual edifício da Biblioteca Pública Municipal do Porto, em Santo Ildefonso.
Em 1911 o Museu ganhou o nome de Soares dos Reis em homenagem aquele escultor portuense. Grande parte do espólio do escultor faz parte da coleção do Museu, sendo talvez a obra mais emblemática a escultura em mármore de nome O Desterrado.
Em 1940, o Estado adquiriu à Santa Casa de Misericórdia o Palácio dos Carrancas para o qual muito contribuiu o empenho do seu então diretor, Vasco Valente.
Concluídas as obras de adaptação do novo edifício, com projeto do engenheiro Fernandes Sá, o museu foi inaugurado em 1942. À época, as alterações mais notáveis consistiram na transformação das oficinas da antiga fábrica em galeria com iluminação zenital, destinada à pintura. Assim como, a criação de outra galeria, desta feita de escultura, para alojar a obra de Soares dos Reis.
Durante a década de 1940, o Museu foi enriquecido com as coleções do Museu Municipal. De museu clássico, de Belas-Artes, passou a museu misto, incorporando as chamadas artes decorativas, que assentavam bem a um Porto industrial.
Sob a direção do escultor Salvador Barata Feyo, na década de 1950, o Museu adquiriu obras de pintura e escultura a jovens artistas.
Em 1992, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, o Museu Nacional Soares dos Reis iniciou um projeto de remodelação e expansão, da autoria do arquiteto Fernando Távora, concluido em 2001. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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